Afro-americanos na União Soviética

Um grupo de imigrantes estadunidenses recém-chegados à União Soviética, em 1931.

Após a quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929, os Estados Unidos mergulharam em uma profunda crise econômica, considerada a pior recessão do sistema capitalista do século XX. A Grande Depressão causou o colapso do mercado de ações, falências em massa, quedas drásticas na produção industrial e aumento vertiginoso da taxa de desemprego. Milhões de trabalhadores perderam seus meios de sustento e a pobreza cresceu exponencialmente.

A Grande Depressão rapidamente se alastrou por todo o mundo capitalista. Com sua economia planificada, a União Soviética, entretanto, seguiu imune à crise financeira desencadeada pela quebra do mercado de ações. A economia soviética crescia a taxas consideravelmente altas e o processo de industrialização seguia a todo vapor. Com a necessidade de atrair mão-de-obra especializada no manuseio de maquinário industrial, a União Soviética abriu as portas para os desempregados dos Estados Unidos. Entre 1930 e 1931, milhares de estadunidenses imigraram para a União Soviética, contribuindo no processo de transformação do país ainda predominantemente agrário em uma superpotência industrializada.

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