Um soldado observa os destroços da plataforma de lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) no Centro de Lançamento de Alcântara, Maranhão. Em 26 de agosto de 2003, uma grande explosão destruiu o foguete e sua plataforma, matando 21 engenheiros e técnicos civis. A explosão ocorreu três dias antes do lançamento do primeiro foguete construído com tecnologia brasileira, que visava colocar em órbita um satélite meteorológico. O incidente causou um enorme retrocesso ao programa espacial brasileiro, em função da morte de alguns dos maiores especialistas em engenharia espacial do país. O comando da Aeronáutica atribuiu oficialmente a explosão a uma falha elétrica, mas militares, membros do governo e especialistas em astronáutica apontaram sabotagem como a causa mais provável do incidente. Inaugurado em 1983, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) foi construído como uma alternativa às limitações físicas da base da Barreira do Inferno. O CLA entrou em operação em 1989, durante a ...
O engenheiro nuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva (de boné), preso pela Operação Lava Jato, é transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Othon é considerado o mais importante cientista nuclear brasileiro e foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia da ultracentrifugação, que permitiu ao Brasil dominar toda a cadeia produtiva da energia nuclear. Em 2016, o cientista foi condenado a 43 de anos prisão em sentença proferida pelo juiz Marcelo Bretas. O almirante Othon é considerado o pai do Programa Nuclear brasileiro. Formado em Engenharia Naval pela Escola Politécnica da USP em 1966, Othon obteve mestrado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em 1978, concomitantemente com a graduação em engenharia nuclear. De volta ao Brasil, foi indicado para conduzir os primeiros estudos de produção de um submarino nuclear brasileiro e liderou o Programa Nuclear Paralelo entre os anos de 1979 e 1994. O programa visava dotar o Brasil de a...
A menina Ana Lídia Braga tinha sete anos de idade quando foi sequestrada na entrada do Colégio Madre Carmen Sallés, em Brasília, no dia 11 de setembro de 1973. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, em um terreno da Universidade de Brasília, com os cabelos cortados e marcas de queimadura por cigarro. Ana Lídia fora estuprada, barbaramente torturada e asfixiada até a morte. Junto ao corpo, havia preservativos usados e marcas de pneus, que poderiam facilmente servir de provas para sustentar a condenação dos autores do crime, não fosse por um detalhe - os suspeitos eram filhos de políticos do primeiro escalão da ditadura militar. A investigação confirmou que após o sequestro Ana Lídia foi levada para um sítio que pertencia ao senador Eurico Resende, então vice-líder da bancada da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) - o partido político oficial dos militares. Testemunhas confirmaram que viram Ana Lídia em poder de Eduardo Ribeiro Resende (filho do senador Eurico Resende), de Alfredo Buz...
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