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Cartazes soviéticos: educação infantil

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A educação foi uma prioridade dos líderes bolcheviques desde a consagração da Revolução de Outubro de 1917 e a subsequente instalação do governo socialista revolucionário na Rússia. Já em 1919, Lenin instituiu o "Likbez", a campanha de erradicação do analfabetismo que em três décadas faria o percentual de analfabetismo do país despencar de 80% para quase zero. Além dos investimentos na educação formal, o governo soviético empreendeu uma série de campanhas de educação comportamental baseada em formação de valores, abordando tópicos como autonomia, independência, disciplina, autocontrole, vida em sociedade e colaboração. O principal responsável por estabelecer os princípios dessas campanhas era o pedagogo Anton Makarenko, que se destacou por seu trabalho de reeducação e reinserção de órfãos e jovens infratores na sociedade. Makarenko também publicou em 1938 o "Livro dos Pais", um guia para a educação familiar e comportamental, que também servia de estímulo à participa...

Exército Zapatista de Libertação Nacional

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Integrantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) se apresentam durante a Convenção Nacional Democrática de Aguascalientes, em Chiapas, México. Em 1º de janeiro de 1994, o Exército Zapatista declarava guerra ao governo mexicano, dando início ao Levante de Chiapas. O Exército Zapatista de Libertação Nacional foi fundado em novembro de 1983, por ex-integrantes das Forças de Libertação Nacional (FLN) - uma organização guerrilheira de esquerda que chegou a dominar parte dos territórios setentrionais mexicanos nos anos setenta, até ser desarticulada por sucessivas operações das forças armadas mexicanas. O Exército Zapatista tem como inspiração a luta de Emiliano Zapata, cujas tropas derrubaram o governo autocrático de Porfírio Díaz durante a Revolução Mexicana. A maioria dos integrantes do movimento são indígenas. O movimento congrega diversas correntes de pensamento político da esquerda -zapatistas, anarquistas, anarcossindicalistas, socialistas libertários, comunistas, etc. ...

Sanatórios soviéticos: o Palácio de Livadia

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Trabalhadores soviéticos relaxando, se exercitando e almoçando no Palácio de Livadia, em Yalta, antiga residência de verão dos czares que foi convertida em um resort para camponeses após a Revolução de 1917. Crimeia, União Soviética, c. 1925. Após triunfo da Revolução de Outubro de 1917 e a subsequente criação do primeiro Estado socialista da história, o governo revolucionário decretou a nacionalização de todos os palácios que pertenciam à família imperial. Na década de vinte, o governo soviético ampliou o processo de desapropriação, passando a confiscar palácios, palacetes, mansões e solares pertencentes à burguesia e à nobreza russa. Em alguns casos a desapropriação nem era necessária, pois parte das mansões foram abandonadas pelos proprietários, que fugiram do país para escapar da revolução bolchevique. No fim do período czarista, a Rússia contava com cerca de 40.000 mansões e dezenas de palácios. Após confiscadas, essas propriedades foram transformadas em edificações de uso público...

"Feliz Ano Novo", URSS, 1945

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"Feliz Ano Novo". Cartão postal soviético comemorando a virada de 1944/1945. A imagem mostra um soldado do Exército Vermelho marchando sobre a Alemanha e esmagando Adolf Hitler, junto à marca do mapa onde se lê "Berlim". Sobre o mapa da Alemanha, um machado ensanguentado e, no fundo estrelado, a Lua sorri. A mensagem é de que 1945 seria o ano em que a União Soviética derrotaria o nazismo. Quis a história que fosse assim.

Jano

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"Jano". Herma setecentista esculpida em mármore, conservada no Museu do Hermitage em São Petersburgo, Rússia. O costume de celebrar o início de um novo ciclo remonta à pré-história, quando os povos antigos dominaram a técnica de associar as referências astronômicas aos fenômenos climáticos sazonais, inventando assim o calendário - uma ferramenta essencial para o planejamento dos trabalhos agrícolas. Diversas civilizações antigas estabeleceram seus marcos temporais de início e fim dos ciclos. O Natal, por exemplo, é um marco de origem pré-cristã, derivado da celebração do solstício de inverno. Os mesopotâmicos, por sua vez, celebravam o Ano-Novo na virada do dia 22 para o dia 23 de março, quando terminava o inverno e se iniciava a primavera. Na maioria das culturas ocidentais, a comemoração do Ano-Novo deriva de um decreto de Júlio César, que fixou a data no dia 1º de janeiro no ano 46 a.C. Nesse dia, os romanos davam banquetes, queimavam incensos e se reuniam para desejar êxi...

Fundação da União Soviética

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A fachada do Teatro Bolshoi decorada com as faces de Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lenin e Josef Stalin. Moscou, União Soviética, 1937. Foi no palco do Teatro Bolshoi que os delegados plenipotenciários de Rússia, Transcaucásia, Ucrânia e Bielorrússia se reuniram para anunciar formalmente a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 30 de dezembro de 1922. A União Soviética foi criada para ser uma potência socialista, apta a debelar as ameaças externas e de contrarrevolucionários domésticos e a proteger as conquistas e avanços sociais e políticos acumulados pelos bolcheviques desde a Revolução de Outubro de 1917. A nova nação herdava o modelo de organização política estabelecida desde a revolução socialista na Rússia, estruturada em sua base pelos sovietes - conselhos de trabalhadores das cidades e dos campos, que apontavam seus representantes nos distritos e províncias. A estrutura administrativa era coroada pelo Conselho dos Comissários do Povo, nomeado ...

Dilma Rousseff (I)

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A então estudante universitária Dilma Rousseff, aos 22 anos de idade, é interrogada por oficiais na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro, em novembro de 1970, após ter sido submetida a três semanas de tortura. Logo após o golpe de 1964 e a instituição do regime militar no Brasil, Dilma Rousseff ingressou nas organizações da esquerda extraparlamentar que faziam oposição à ditadura. O primeiro foi a Política Operária (POLOP), que logo se desmembraria em diversos outros grupos, incluindo o Comando de Libertação Nacional (COLINA), organização ligada à luta armada onde Dilma exerceu atividades de transporte de armas, formação de quadros e articulação com a sociedade civil. No COLINA, Dilma também ficou responsável pela publicação do jornal O Piquete. O Comando de Libertação Nacional posteriormente se fundiria com outra organização de resistência à ditadura denominada Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), dando origem à Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), onde D...