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Minha Casa, Minha Vida

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Um conjunto de 500 moradias populares entregues pelo programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" na cidade de Rosário, Maranhão. O programa "Minha Casa, Minha Vida" foi criado em março de 2009, no segundo mandato do governo Lula, como parte do Plano Nacional de Habitação, iniciativa que visava combater o déficit habitacional do Brasil. O projeto foi elaborado com a participação de representantes de movimentos sociais como a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam). A meta inicial do programa era construir um milhão de moradias para a população de baixa renda, com aquisição parcial ou integralmente subsidiada pelo poder público via Caixa Econômica Federal. A concepção do programa é característica das políticas públicas implementadas durante o segundo mandato de Lula, buscando responder às demandas sociais e ao mesmo tempo fomentar expansão da indústria...

Conjunto Habitacional SEHAB Heliópolis

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Imagens do Conjunto Habitacional SEHAB Heliópolis, inaugurado pelo prefeito de São Paulo Fernando Haddad em 2014. As moradias populares, entregues por intermédio do programa Minha Casa Minha Vida, fazem parte do projeto de urbanização de Heliópolis, a maior favela de São Paulo. O conjunto habitacional foi construído no âmbito do Programa de Urbanização de Favelas da Prefeitura de São Paulo. Foi erguido em uma gleba dentro da própria comunidade, para evitar o deslocamento dos moradores para regiões mais afastadas. Projetado pelo escritório Biselli Katchborian, um dos mais renomados e premiados escritórios de arquitetura do Brasil, o conjunto habitacional chama a atenção pela paginação esmerada das fachadas, incomum na concepção estética dos blocos habitacionais populares. A disposição dos edifícios também buscou a humanização do espaço, atendendo às demandas da comunidade assistida. O condomínio foi eleito como um dos melhores projetos arquitetônicos de 2014 pela revista Monoli...

Necropolítica, pandemia e expectativa de vida

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O governo dos Estados Unidos divulgou em agosto de 2022 a expectativa de vida registrada no país no ano anterior. O indicador — responsável por assinalar o número aproximado de anos que os indivíduos nascidos num mesmo período tendem a viver — apresentou uma queda abrupta, passando de 78,8 anos em 2019 para 76 anos em 2021. Com isso, os Estados Unidos se tornam a nação de menor expectativa de vida no grupo das nações desenvolvidas. A expectativa de vida dos estadunidenses é inferior a de países como Cuba, Peru e Colômbia e semelhante a de nações como Equador ou Tailândia. A queda abrupta em 2020 é um reflexo do desempenho pífio do país diante da pandemia de COVID-19. Os Estados Unidos lideram a lista mundial de números absolutos de óbitos decorrentes da doença, com mais de um milhão mortes. Não obstante, a pandemia parece ter apenas acelerado uma tendência que já era observável ao longo da última década. A expectativa de vida dos estadunidenses não cresce desde 2010. Ao contrário: de 2...

I Partigiani: os Partisans da Resistência Italiana

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Um grupo de partisans italianos (ou "partigiani") atentos às instruções de uma missão para neutralizar franco-atiradores nazistas em Pistoia, em 9 de dezembro de 1944. Os partisans eram civis que integraram a Resistência Italiana — movimento armado de oposição ao governo fascista de Benito Mussolini e à ocupação da Itália pelas tropas da Alemanha nazista. Entre setembro de 1943 e abril de 1945, os partisans conduziram guerrilhas, ações de espionagem e sabotagem, greves, agitações e levantes populares e ações de enfrentamento aberto contra tropas regulares dos exércitos nazifascistas. Mais de 250.000 civis se juntaram à Resistência Italiana — e aproximadamente 50.000 morreram durante o conflito. O grupo consistia em pessoas de tendências políticas diversas, da extrema esquerda à democracia cristã, com participação predominante de comunistas e socialistas. A Resistência foi organizada a partir da ação de algumas unidades regulares das Forças Armadas italianas e dos carabineiros...

A Revolução dos Cravos

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Soldados e civis portugueses comemoram a vitória da Revolução dos Cravos. Deflagrada em 25 de abril de 1974, a insurreição militar depôs Marcello Caetano e encerrou a ditadura do Estado Novo, que governou Portugal por mais de quatro décadas. Desde o fim da Primeira Guerra Mundial, Portugal encontrava-se mergulhado em uma crise econômica, agravada pelo ambiente de instabilidade política que se arrastava desde a queda da monarquia. A deterioração das condições de vida da classe trabalhadora alimentou o clima de radicalização e insuflou as disputas pelo poder. Em maio de 1926, um golpe de Estado converteu Portugal em uma ditadura militar. Óscar Carmona assumiu o governo, primeiramente como presidente interino e posteriormente com a extensão do mandato referendada pelo pleito de 1928. Em 1933, Carmona promulgou uma nova Constituição, que instaurou em Portugal o Estado Novo — um regime ditatorial de inspiração fascista e governo de partido único (a União Nacional). António de Oliveira Salaz...

Comissão Unitária de Mulheres

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Mulheres portuguesas protestam contra a carestia e a pobreza, exigindo o pagamento dos salários atrasados. O protesto da Comissão Unitária de Mulheres foi um dos eventos que desembocou na Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura portuguesa de Salazar e Marcello Caetano em 25 de abril de 1974.

João Doria e a reforma do Palácio dos Bandeirantes

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Ambientes internos do Palácio dos Bandeirantes antes e depois da reforma milionária feita por João Doria em 2019. Sede do governo do estado de São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes abriga também secretarias estaduais, a residência oficial do governador paulista e um museu histórico e artístico. O edifício em estilo eclético foi projetado por Marcello Piacentini em 1934, com o objetivo de sediar a Universidade Conde Francisco Matarazzo. Com a crise financeira das Indústrias Matarazzo, as obras foram paralisadas. Após várias décadas, o edifício foi desapropriado durante a gestão Ademar de Barros, tornando-se em seguida sede do executivo paulista. Na década de 1970, Luís Arroba Martins transferiu um acervo de arte colonial para decorar o edifício, incluindo talhas de Aleijadinho e Mestre Ataíde e mobiliário histórico dos séculos XVII, XVIII e XIX. Para harmonizar o acervo palaciano, o edifício passou por uma reforma que lhe conferiu características neocoloniais. O imóvel é parcialmente to...