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Juramento do Jogo da Péla

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Há 232 anos, em 20 de junho de 1789, ocorria o Juramento do Jogo da Péla, marco inicial da Revolução Francesa. Assolada por crises financeiras, déficit interno e dívida externa galopantes, falência das fábricas e pela Grande Fome de 1787-1789, a França estava à beira do colapso. O Rei Luís XVI convocou então a Assembleia dos Estados Gerais para discutir os problemas do país. Os Estados Gerais eram as três classes sociais em que a sociedade francesa se dividia. O Primeiro Estado, ou Alto Clero, era composto pelas autoridades eclesiásticas. O Segundo Estado, ou Nobreza, era formado pela monarquia e pelos aristocratas, palacianos e cortesãos. O Terceiro Estado representava o grosso da população: 98% dos franceses, incluindo os burgueses, o baixo clero, os camponeses sem terra e os "sans-culottes" (artesãos, aprendizes, proletários, etc.). Mesmo representando a maioria esmagadora da população, o poder político do Terceiro Estado era solapado pela convergência dos votos do Clero e...

Chico Buarque

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Chico Buarque retratado em 1970, após retornar do exílio na Itália. Cantor, compositor, escritor e dramaturgo, Chico Buarque é um dos maiores ícones da música popular brasileira (MPB), notabilizando-se pelo lirismo de suas obras, convertidas em clássicos do cancioneiro nacional, marcadas pela expressão poética e pela afirmação da arte como agente transformador da realidade. Politicamente engajado, construiu uma obra que reflete seu tempo, abrangendo as mais célebres músicas brasileiras de protesto e marcos políticos da dramaturgia nacional. Prolífica, sua obra contabiliza mais de oitenta discos, além de vários livros e peças de teatro. Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1944, filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim. Aos dois anos de idade, mudou-se com a família para São Paulo, onde o pai exerceu o cargo de diretor do Museu Paulista. Sete anos depois mudou-se para Itália, novamente por força dos comp...

Abdughappar Abdurusul

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É um milagre! O empresário uigur Abdughappar Abdurusul concede uma entrevista para a rede de televisão CGTN em março de 2020, diretamente de sua residência em Gulja, na Região Autônoma de Xinjiang na China. Dois anos antes, em 2018, a ONG europeia "World Uyghur Congress", dedicada a "promover a democracia e os direitos humanos para o povo uigur", informou que Abdurusul havia sido sentenciado à pena de morte e executado enquanto estava preso em um campo de concentração para uigures. A "morte" de Abdurusul foi "confirmada" por um relatório sobre direitos humanos na China publicada pelo governo dos Estados Unidos em 2019. Conforme a ONG, a execução de Abdurusul teria sido uma punição por uma peregrinação não autorizada do empresário à Arábia Saudita, como parte de uma política institucional de repressão à religião muçulmana e de genocídio do povo uigur. Abdurusul confirmou a viagem, mas informou que, além de estar vivo, não ficou preso em lugar nenh...

O Golpe de 1954 na Guatemala

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Milicianos apoiados pelos Estados Unidos chegam à cidade de Chiquimula, Guatemala, para auxiliar na concretização do golpe de Estado. Há 67 anos, em 18 de junho de 1954, tinha início a Operação PBSUCCESS, uma operação secreta coordenada pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) com o objetivo derrubar o presidente democraticamente eleito da Guatemala, Jacobo Arbenz Guzmán. A operação resultou no fim da Revolução Guatemalteca e na instalação da brutal ditadura militar de Carlos Castillo Armas. Também marcou o início de uma longa tradição de golpes militares apoiados pelos Estados Unidos na Guatemala e no restante da América Latina. Deflagrada em outubro de 1944 após uma série de protestos urbanos que encerraram uma das mais repressivas e duradouras ditaduras das Américas, a Revolução Guatemalteca (1944-1954) foi um período de dez anos marcado por amplas conquistas sociais para o povo da Guatemala. Sob o comando do presidente Jacobo Arbenz Guzmán, o país instituiu uma...

Programa de Aquisição de Alimentos

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Produtores indígenas entregam hortaliças orgânicas em um armazém do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na Bahia. Criado em julho de 2003, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o programa prioriza a aquisição de alimentos produzidos por cooperativas ligadas à agricultura familiar, sem o intermédio de atravessadores. Parte integrante do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), o PAA foi instituído pela Lei 10.696 de 2 de julho de 2003, no âmbito do Programa Fome Zero — um conjunto de mais de 30 políticas públicas criadas com o objetivo de combater a fome e garantir a segurança alimentar dos brasileiros. Até o ano 2002, o Brasil possuía um dos piores indicadores de fome crônica do hemisfério ocidental, com uma média de 290 crianças morrendo de fome todos os dias e um total de 36 milhões de brasileiros passando fome. Complementando os programas de transferência de renda e de subsídio aos pequenos produtores, o PAA visava estimular a agricultur...

A Confederação dos Tamoios

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"O Último Tamoio", pintura a óleo sobre tela do artista baiano Rodolfo Amoedo, produzida em 1883. Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. A obra retrata a morte de Aimberê nos braços do padre José de Anchieta. Aimberê foi o chefe dos índios Tupinambá (ou Tamoios) e líder da revolta indígena denominada Confederação dos Tamoios, que se estendeu de 1554 a 1567. Filho do cacique Cairuçu, Aimberê foi aprisionado com seu pai e levado para a Capitania de São Vicente (hoje São Paulo) para servir como escravo nas fazendas de Brás Cubas. Seu pai morreu no cativeiro, vitimado pelos maus tratos dos escravagistas, mas Aimberê conseguiu fugir e organizar um ataque que permitiu a libertação dos demais indígenas cativos. Aimberê uniu as lideranças de sete grupos indígenas distintos que habitavam a faixa litorânea do Sudeste brasileiro (incluindo os Guaianazes, os Aimorés e os Termiminós), convencendo-os a se juntarem à resistência aos colonizadores portugueses. Nascia então ...

"O Triunfo da Morte", de Pieter Bruegel, o Velho

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"O Triunfo da Morte". Obra do pintor renascentista flamengo Pieter Bruegel, o Velho, executada em óleo sobre madeira por volta de 1562 e atualmente conservada no Museu do Prado, em Madri. As recorrentes pandemias de Peste Negra que atingiram a Europa durante a Idade Média incentivaram a criação de uma nova iconografia chamada "Dança Macabra" ou "Dança da Morte". Trata-se de uma alegoria artística e literária que expressa as ideias de efemeridade da vida, da vanidade dos bens materiais e das glórias terrenas e, sobretudo, o conceito de que a morte iguala a todos, independentemente do status. A tela de Bruegel retrata uma batalha dos homens contra a morte, travada em vão. A paisagem árida e desolada é dominada por um exército de esqueletos. No plano de fundo, avistam-se naufrágios no mar e incêndios. As colinas exibem árvores mortas, sem nenhum traço de vegetação. Os peixes apodrecem nas margens do rio, cheio de cadáveres. As legiões de esqueletos avançam so...